Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 18/10/2021

Segundo a lei da inércia, de Newton, um corpo permanece em repouso quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição na questão da alta evasão escolar no Brasil. Diante dessa perspectiva, essa questão configura-se como um grave obstáculo na sociedade brasileira, em virtude da falta de debate e da baixa atuação estatal.

Primordialmente, destaca-se que a falta de debate acerca da crescente evasão escola na realidade Brasileira é um fator consolidador do problema. Contrariando a frase do célebre filósofo Jürgen Habermas “A linguagem é uma verdadeira forma de ação”, no Brasil, proposições como a de habermas têm sido tratadas como triviais na sociedade. Como resultado, sem diálogo sério e massivo, os alunos se sentem sem representação e não buscam auxílio para frequentar a escola, o que contribui para a perpetuação do cenário.

Outrossim, é imperativo pontuar que os altos índices de evasão escolar derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos para coibir o problema. Segundo o pensado Thomas Hobbes, cabe ao estado garantir o bem-estar da população, o que não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, esses alunos não conseguem usufruir do direito a educação e bem-estar social, ocasionando um sentimento de desamparo. Desse modo, é necessária a reformulação estatal de forma urgente.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para coibir a evasão escolar no Brasil de forma urgente. Nesse sentido, o Ministério da Educação, em parceria com o Tribunal de Contas da União, deve realizar pesquisas nas escolas com alunos e responsáveis, por meio de formulários online e presencialmente, afim de identificar famílias que necessitam de auxílio para manter o aluno na escola. Somente assim, será possível que a sociedade brasileira corresponda a proposição de Hobbes.