Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/10/2021
A pandemia do novo coronavírus afetou todas as áreas, em especial a educacional, na qual as aulas presenciais foram suspensas e deram lugar ao modelo remoto, o que levou a não adaptação de muitos alunos a essa nova forma de ensino e um posterior abandono. Nesse contexto, a evasão escolar é uma terrível realidade brasileira, tendo em vista que diversos estudantes abandonam os estudos pela necessidade de trabalhar ou por conta da falta de incentivos governamentais. Logo, medidas são necessárias para superar as barreiras impedidoras dos estudos entre jovens, visando alcançar o Estado de bem-estar social, proposto por Rousseau, que garante o acesso a todos os serviços básicos.
De fato, é sabido que muitos brasileiros começam a trabalhar logo cedo. Nesse sentido, segundo o estudo ‘‘Aprendizagem em Foco’’, quem possui uma maior renda familiar, avança mais etapas no colégio. Seguindo essa linha de raciocínio, percebe-se que os alunos menos privilegiados trabalham em busca de garantir renda extra para ajudar suas famílias a obter uma melhor qualidade de vida, mas é bastante difícil manter ambas obrigações, provocando, infelizmente, o abandono de uma delas, no caso a de cunho educacional, pois esta não promove retorno financeiro a curto prazo. Dessa forma, se este impasse não for solucionado, o jovem brasileiro será cada vez mais submetido a trabalhos precários, prejudicando a sua inserção no mercado de trabalho.
Ademais, a falta de incentivos governamentais é um dos principais fatores para o crescimento da evasão escolar nos últimos anos. Sob esse viés, segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Seguindo essa linha de pensamento, sabe-se que a escola retira os jovens das ruas, promovendo a formação de um caráter respeitoso e agregador. Dessa maneira, é importante não ‘’excluir’’ o setor educacional, de modo a retirar verbas públicas, pois esta ação precarizaria cada vez mais as escolas brasileiras, desde a cantina até as salas de aula, o que poderia acarretar em um terrível fechamento dos colégios e a consequente fuga dos alunos.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática brasileira. O Ministério da Educação deve ajudar os estudantes mais humildes, por meio de editais de bolsas e auxílios, a fim de que estes sejam estimulados a continuar nas escolas e manter o foco nos estudos. Outrossim, o Poder Legislativo precisa estabelecer leis impossibilitadoras da retirada de verba do setor educacional brasileiro, com o fito dos colégios públicos terem um ótimo ambiente para a aprendizagem. Só assim, será possível reverter o cenário atual de evasão escolar, de modo a construir uma realidade distante da vivida durante a pandemia do novo coronavírus.