Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 21/10/2021
De acordo com Nelson Mandela, pai da moderna nação sul-africana e líder na luta contra o regime do apartheid, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Diante disso, em analogia à afirmação de Mandela, a evasão escolar caracteriza um grave problema frente à realidade do Brasil. Nesse contexto, deve-se analisar como o trabalho infantil em consonância com a maternidade precoce contribuem, majoritáriamente para o agravamento da problemática.
É essencial considerar, antes de tudo, que a concessão do labor infantil é responsável pelo absentismo discente no Brasil. Em virtude da mão de obra fácil, o direito originário à educação, garantido na Constituição de 1988, se opõe aos interesses do infantojuvenil. Nesse sentido, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP) 16,7 milhões de alunos, de um total de 35,8 milhões que estão matriculados no ensino fundamental se encontram atrasados em relação aos seus estudos.
Além disso, a gestação imatura de meninas na adolescencia impacta diretamente nos indicadores desse subterfúgio acadêmico. Nessa perspectiva, dados do IBGE confirmam que 7 em 10 meninas grávidas com com filhos, são negras e 6 de 10 não estudam. Este cenário deve-se à falta de perspectivas de vida e o modo como essas jovens enxergam seu papel na sociedade: ser mãe e trabalhar, muitas vezes de forma precarizada. Assim, nota-se que a gravidez precoce prejudica a vida escolar e interfere no desenvolvimento social e individual dessas cidadãs.
Logo, é preciso que o Ministério da educação em parceria com o Estatuto da criança e do adolescente (ECA), promovam diálogos e ações de pertencimento ao território escolar, fazendo campanhas de coinscientização social afim de acabar com o trabalho infantil. Para mais, será realizado pelo Ministério da sáude, ações que busquem esclarescer todas as dúvidas sobre sexualidade, afim de diminuir a gravidez precoce. Sendo assim, esses agravantes estarão longe da realidade do Brasil.