Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2021
A Constituição brasileira de 1988 garante, em suas disposições, direito à educação. É dever do Estado promover meios para assegurar o acesso à escola. Entretanto, pode-se perceber uma inconformidade entre a plena garantia desse direito e a realidade brasileira já que a evasão escolar é problema na contemporaneidade, pois consiste no abandono permanente do ato de frenquentar a escola. Isso ocorre, não somente pela deficiência na educação brasileira, mas também pelas condições econômicas e sociais do país.
À princípio, é importante destacar a deficiência na educação brasileira como uma das razões da existência do revés. Conforme Paulo Freire, célebre poeta brasileiro, " Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Nesse sentido, o autor afirma que a educação é pilar para a resolução de problemas sociais, uma vez que ela tem poder para solucionar problemas, como a evasão escolar. Notas baixas sucessivas, dificuldades para acompanhar os conteúdos, falta de auxílio individual podem levar a evasão escolar, pois uma vez que os estudantes não conseguem acompanhar o ensino preferem abandonar a escola. Por isso, é necessária uma educação sem deficiências e que consiga atender as dificuldades individuais.
Além disso, vale destacar as condicões econômicas do país, pois afetam diretamente a vida dos estudantes. Alunos de famílias menos desfavorecidas economicamente tendem a sair da escola para trabalhar e prover o sustento dos parentes, isso favorece a evasão escolar. Aristóteles diz, em seu livro
Ética à Nicomaco, que a politica deve garantir a felicidade dos cidadões. Porém, essa disposição do pensador não condiz com a realidade brasileira, pois o Estado não cumpre com seu papel legislativo e executor, acarretando em diversas lacunas no bem estar social, favorecendo situações que propiciam a evasão escolar e não garantindo o direito à educação.
Medidas, portanto, são necessárias para solucionar as causas que levam a evasão escolar. O Poder Público, por meio do Ministério da Educação, deve incentivar a permanência nas escolas, treinando professores auxiliares para perceber as individualidade dos alunos e suas dificuldades escolares a fim de sanar as dúvidas dos alunos e torná-los capazes de acompanhar as aulas com os demais alunos. Além disso, deve ser fornecidos bolsas escolares para alunos financeiramente instáveis, por meio de fundos destinados à educação, de modo a incentivar a permanência nos estudos. Dessa forma, o direito à educação, concedido pela Constituição Federal Brasileira, vai ser assegurado.