Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 09/08/2017
O futuro dos pequeninos importa
Já dizia Eça de Queiroz: “dói mais uma dor de dente que uma guerra na China”. Essa parece ser a máxima das autoridades brasileiras com a atual conjuntura da educação. O desinteresse reflete diretamente no dia a dia da população, que sofre constantemente com a violência. Enquanto o número de crimes aumenta a proporções assustadoras, o de jovens que concluíram o ensino médio, na contramão desse, caminha a passos lentos.
A “Nação Tupiniquim” não disponibiliza as condições necessárias para que o aluno permaneça na escola. Para se ter uma ideia, o Brasil destaca-se negativamente em comparação ao restante do mundo ocupando a 62ª posição em qualidade educacional, em contra partida, é o oitavo em termos de gastos públicos com ela. Isso mostra que o país investe muito, porém de maneira pouco efetiva.
Além disso, a desigualdade social é fator preponderante para a realidade vivida hoje. Segundo um estudo de economia publicado no site “UOL” em 2015, metade da riqueza mundial está nas mãos de 1% da população. Isso demonstra a evidente má distribuição de renda não só no país do futebol, mas no mundo. Por essa razão, existe uma quantidade elevada de pessoas vivendo em extrema pobreza. Em função disso, os pais, muitas vezes, permitem que os filhos deixem de frequentar a escola para trabalhar e ajudá-los no orçamento familiar. Nesse viés, fica claro que um problema está diretamente ligado ao outro, fazendo-se necessário um olhar mais amplo da situação para agir na causa e assim remediar a consequência.
Portanto, o Governo, através do Ministério da Educação, deve ter uma atenção maior com a educação pública, investindo cada vez mais na infraestrutura das escolas e seus equipamentos, mas também na valorização dos professores remunerando-os de forma justa. Os pais por sua vez devem fiscalizar e incentivar os filhos nos deveres escolares. Dessa maneira, poderemos alcançar a perfeição e sonhar com dias melhores.