Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 23/10/2021

No brasil, a constituição federal de 1988 garante a todos os cidadãos o direito à educação e a relaciona como um dever do estado. além disso, o ensino fundamental de crianças e adolescentes entre seis e quatorze anos, idade considerada escolar, é obrigatório. no entanto, é cada vez maior o número indivíduos dessa faixa etária que se afastam das escolas, o que configura uma mazela social com causas e consequências bastante complexas.

Para analisar de maneira mais adequada o problema, é preciso entender o perfil social dos jovens que evadem das instituições de ensino. dentre os casos mais comuns, estão adolescentes acometidos pela gravidez precoce e aqueles que integram a camada menos abastada da população, os quais veem no abandono escolar uma oportunidade para ingressar no mercado de trabalho, a fim de ajudar nas despesas familiares. nesse sentido, faz-se necessário observar a importância do incentivo das escolas a esses jovens para que eles continuem os estudos. não obstante, a falta de empatia, característica da modernidade líquida de zygmunt bauman, gera a negligência e a falta de atenção para com esse grupo social.

É importante ressaltar, ainda, que a saída dos jovens das escolas é só a ponta de um enorme iceberg. isso porque esses locais não possuem somente a função de lecionar matérias, mas também de ensinar valores e de ajudar na construção do caráter dos alunos, para que se tornem adultos críticos e conscientes. sendo assim, quanto mais jovens estiverem longe das salas de aula, maior a chance de ingressarem em trabalhos informais, ou até mesmo ilegais, devido à má formação, assim como há a tendência do aumento da violência nas cidades brasileiras. pode-se concluir, então, que o problema não fica restrito somente ao indivíduo que evade da escola e a sua família, mas atinge toda a sociedade.

Fica claro, portanto, que o problema em voga é bastante complexo e deve ser dirimido. em um primeiro plano, o ministério da educação deve incentivar as escolas a se dedicarem a evitar a evasão de alunos, a partir de conversas com as famílias e oferta de psicólogos para os jovens que necessitarem, assim como a flexibilização dos prazos escolares em caso de gravidez e o incentivo à procura de trabalhos de meio turno, para que não haja a necessidade de saída da escola. além disso, a mídia, com o auxílio de organizações não governamentais, pode abordar a importância da educação em novelas e em comerciais informativos na televisão.