Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/10/2021

No conto infantil “Alice no país das maravilhas”, as aventuras vividas pela pequena Alice iniciam-se a partir de sua tentativa de fugir da realidade. A história conta que, antes de entrar em contato com o mundo mágico do chapeleiro maluco, a personagem apresentava-se em um estado de satisfação em que estava inserida. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada na narrativa não é diferente. Hoje no Brasil, muitos jovens buscam pela evasão escolar, uma fuga da realidade onde, faz-se necessário discutir a péssima qualidade educacional e a negligência governamental.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a péssima qualidade escolar no Brasil vem ganhando insignificância no ranking de qualidade de ensino, ocupando o 53.º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Conforme o Artigo 6°, é direito do cidadão a educação e cabe lembrar também que o ensino fundamental é obrigatório para jovens abaixo de 14 anos. Especialistas entrevistados pela R7 acreditam não haver dinheiro o suficiente para dar qualidade ao ensino brasileiro. Assim, torna-se mais frequente a evasão de alunos por desinteresse escolar pela falta de instrução boa.

Ademais, a negligência governamental apresenta-se como outro desafio da problemática. Segundo o filósofo Confúcio, “saber o que é correto e não o fazer é falta de coragem”. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que, investir na educação é promover um futuro melhor para o país, com igualdade cidadã e oportunidades. Mas, infelizmente, no Brasil a educação pública é tratada como “custo” e não como “investimento”. Um “equívoco” proposital dos governantes, que gera impactos drásticos para o desenvolvimento da nação. Para um governo que defende políticas sociais, com ênfase na educação, é uma situação vergonhosa, que exige mudanças.

Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição da evasão escolar e a realidade brasileira. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante ao aumento do percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alternação na Lei de Diretrizes Orçamentais, ampliar e reavaliar a metodologia, a proposta pedagógica e também a presença de um assistente social e um psicólogo na escola, através de palestras ministradas por profissionais especializados na área da educação, visando poder ser uma ferramenta para evitar a evasão ou abandono da sala de aula. Dessa forma, poder-se concretizar a fuga da realidade de “Alice no país das maravilhas” na sociedade brasileira.