Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/10/2021

Segundo o filósofo Paulo Freire, se a educação sozinha não trasforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Dessa maneira é vísivel perceber que a questão constitucional e sua aplicação estão entre as causas do problema sobre evasão escolar. É evidente que, ainda há obstáculos para garantir a exclusão desse problema que resultaria em uma sociedade melhor.

Embora a Constituição Federal, no artigo 6, garanta acesso à educação como direito social, convém destacar que as oportunidades educacionais não são ofertadas de forma igualitária, a realidade brasileira é outra. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 62% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola. Isso acontece principalmente no Ensino Médio, pois estes adolescentes precisam se inserir no mercado de trabalho para ajudar suas famílias.

O filme Escritores da Liberdade mostra uma professora, senhora Gruwell, que supera todas as dificuldades existentes e consegue engajar seus alunos e os convencer a não abandonar os estudos. Com isso, podemos notar que os professores fazem parte desse grupo, que são frustrados pela baixa remuneração salarial que recebem e pela negligência do Governo, que fornece cada vez menos investimento ao setor.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o problema. O Ministério da Educação deve remunerar melhor os profissionais de ensino através de verbas arrecadadas por meio de impostos pagos pela sociedade a fim de manter os professores motivados. É fundamental também que o Ministério da Economia aumente o financiamento de programas sociais para que as famílias mais humildes recebam o suficiente a fim de que os filhos não precisem abandonar a escola para trabalhar. Somente assim o que está previsto na Constitição será realizado na prática.