Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/10/2021

Outrora na Grécia Antiga, o conceito de escola já florescia cerca de 2500 anos atrás. Essa prática tão antiga consistia basicamente na participação direta de cada cidadão ateniense (pólis grega) na educação à cerca do povo. Para Paulo Freire, filósofo e educador brasileiro, “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”. No entanto, na sociedade brasileira do século XXI, essa participação juvenil no meio escolar não encontra-se tão presente, uma vez que o jovem reflete o sentimento da população brasileira em geral, de descrença educacional e baixos índices de renda. Essa problemática exige que venhamos a resolver e analisar tal adversidade presente em nossa sociedade atual: o encorajamento do jovem e sua escassez econômica.

Para o desenvolvimento social e financeiro, é extremamente necessário o interesse da juventude pela educação, visto que o jovem possui esta função, assim como todos na sociedade. Contudo, o desinteresse do jovem vem estando cada vez mais presente, pois segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a evasão escolar no Brasil atinge 5 milhões de alunos, sendo que, durante a pandemia de Covid-19, esses números aumentaram em 5% entre os alunos do ensino fundamental e 10% no ensino médio. A dificuldade também está no acesso, e 4 milhões de alunos não conseguem se conectar. Ademais, é possível notar que as instituições educacionais não são atraentes para o jovem brasileiro. Portanto, sentem-se desmotivados por não enxergarem nisso uma forma de melhoria social. Um estudo realizado pela Education at a Glance mostrou, em um documento de 2019, que o Brasil investe mais em educação e menos por aluno do que a média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O salário médio dos professores no Brasil é menor que a maioria dos países da OCDE, e que também é ao menos 13% menor do que o salário médio dos trabalhadores brasileiros com ensino superior.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para aliviar este problema. O Ministério da Educação deveria remunerar melhor o corpo docente através da destinação de verbas arrecadadas através de impostos pagos pela sociedade de modo a manter os professores satisfeitos e motivados, desempenhnando um papel melhor no trabalho para com os alunos. Desta forma, os alunos se sentirão mais atraídos e não desistirão dos estudos. Também é importante que o Ministério da Economia aumente o financiamento de projetos sociais para que as famílias mais humildes possam conseguir dinheiro suficiente para que seus filhos não tenham que deixar a escola para trabalhar. Somente assim o que está previsto na Constituição será finalmente vivenciado plenamente, na prática.