Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/10/2021

No filme, “Mãos talentosas: A História de Ben Carson”, de 2009, o personagem principal Ben Carson mostra a realidade de uma criança negra e pobre na escola. Assim, Ben era visto como um menino “burro” e que não sabia fazer as atividades, mas a mãe dele fez com que não acontecesse a evasão escolar quando pequeno e se tornou um médico muito competente. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causa o obstáculo socioeconômico e o processo pedagógico na pandemia.

Em primeiro plano, é notável que as escolas têm um papel muito importante na vida de um indivíduo e traz mudanças positivas para a vida de cada estudante. Dessa forma, todas as pessoas deveriam ter acesso à educação, sem distinção. Mesmo assim, muitos adolescentes e crianças não têm condições de estudar em uma rede de ensino de qualidade; já que muitas vezes, faltam professores em escolas públicas. Dado que, de acordo com o artigo 7º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei…”. Porém, a evasão escolar causou 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos, dos quais 52% não concluíram sequer o ensino fundamental, de acordo com agencia Brasil.

Em segundo plano, muitos alunos acabam não tendo aulas nas escolas públicas por causa do escasso número de profissionais na instituição. Apesar dos avanços sociais e tecnológicos nas escolas, permitiu o desenvolvimento humano com a inserção da educação no Brasil. Contudo, o precário serviço de educação pública do país causou um elevado número de evasão escolar no ano de 2020, onde cerca de 5,5 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à educação. Com isso, a quantidade de alunos, com idades entre 6 e 17 anos, que abandonaram as instituições de ensino foi de 1,38 milhão, o que representa 3,8% dos estudantes. Também, causando contraste com a frase de Immanuel Kant, “O ser humano é resultado da educação que teve”, pois dessa maneira o país não terá progresso sem a educação.

Portanto, é preciso intervir no problema. Para que o problema seja amenizado é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de verbas governamentais, invista nos professores e crie cursos e palestras sobre a importância da educação para os alunos da rede pública. Tal ação deverá ser amplamente divulgada por escolas e faculdades de fácil acesso. Por consequinte, haverão mais alunos que lutaram contra as dificuldades e tiveram uma carreira de sucesso.