Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 25/10/2021

Segundo a Constituição Federal Brasileira, art. 05, a educação é um direito fundamental a todos, um dever do Estado e da família, primordial para o desenvolvimento da pessoa e do exercício da cidadania. Entretanto, a alta taxa de abandono das escolas, pelos jovens em idade de escolaridade, revela fatores desfavoráveis à execução desse direito. Entre as causas de evasão escolar dos jovens e adolescentes no Brasil estão a necessidade de trabalhar e a gravidez precoce.

Segundo pesquisa do jornal O Tempo, 60% dos alunos que evadem a escola o fazem por necessidade de dinheiro. Por conseguinte, sendo as famílias de renda baixa, dependendo, na maioria, de programas governamentais para garantir a subsistência, tem a necessidade de obter renda maior. Dessa maneira, apoiam e influenciam crianças e adolescentes a deixarem os estudos e ajudarem financeiramente onde moram.

Da mesma forma, nas famílias desestruturadas e humildes, em que há falta de conhecimento e condições, meninas entre 15 e 19 anos deixam os estudos por razões como a gravidez precoce. De acordo com a Agência Brasília de 2020, o índice de gravidez entre adolescentes desta faixa etária é o maior mundialmente, ocorrendo com 53 meninas entre 1,000. Sendo assim, alimenta-se um ciclo, de geração em geração, em que a perspectiva de uma vida melhor através dos estudos, se torna um sonho cada vez mais distante.

Portanto, para que se reduza a taxa de adolescentes evadidos da escola e haja uma mudança na realidade brasileira, é preciso estender o relacionamento entre escola e realidade. Para isso, programas de interação aprovados e implementados pelo MEC, dispondo de recurso, como; atendimento aos alunos por psicólogos nas escolas e oficinas com ensino de habilidades manuais e tecnólogas, irão oferecer orientações e auxílio para os estudantes. Além disso, vão impulsionar seus conhecimentos para as futuras áreas de atuação no mercado de trabalho