Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, essa prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a evasão escolar na realidade brasileira. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a evasão escolar em, majoritariamente, escolas públicas, cujos alunos dispõem de baixa renda familiar. Nesse sentido, grande parte dos estudantes que abandonam os estudos em razão de necessitarem auxiliar o sustento da família. Ademais, esse tipo de acontecimento é muito decorrente em cidades interioranas, onde o jovem necessita assistir nas atividades do campo. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista Thomas Hobbes, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, evidenciando a omissão Estatal como propagador do problema em questão.
Outrossim, é fundamental apontar a falta de interesse dos jovens para com os estudos como impulsionador da ocorrência de evasões escolares no Brasil. Isso porque muitos pais não incentivam os filhos a manter uma rotina de estudos e a focar na aprendizagem. Diante disso, os alunos tornam-se desmotivados em continuar o período de escolarização, e, quando o fazem, apreendem pouco do conteúdo lecionado. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, cumpre reiterar que a evasão escolar é uma problemática que necessita ser tratada com urgência. Diante disso, urge que o Estado - no exercício de seu papel constitucional - garanta segurança econômica para as famílias por meio de projetos de didtrubuição de renda universal, a fim de que os estudantes possam focar exclusivamente na formação. Com efeito de criar-se-á uma sociedade mais focada intelectualmente, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma Thomas Hobbes.