Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 26/10/2021
De acordo com Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI parece não seguir essa diretriz, uma vez que a evasão escolar e a realidade brasileira conta com instabilidades e polarizações em todos os setores, consequentemente com políticas e projetos educativos mau estruturados, deteriorando a base da sociedade brasileira. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para mudar essa situação, que possui como causas: a falta de investimento na educação de base e a crise socioeconômica.
Os dados fornecidos pelo PNAD Educação 2019 apontaram que 20% das 50 milhões de pessoas de 14 a 29 anos no país não completaram alguma das etapas da Educação Básica. Uma vez que dado a evasão escolar, fica evidente a falta de projetos educacionais atrativos para manter os alunos interessados e motivados, é muito necessário que haja uma profunda mudança no modo que pensamos a educação no país. Um dos possíveis motivos que levam a esta alta taxa de evasão englobam, desde as dificuldades financeiras, até a falta de interesse ou motivação pelo processo de aprendizagem, esse último decorrente do enorme currículo escolar.
A falta de estímulo familiar e o descompromisso das instituições, a necessidade do início precoce no mercado de trabalho, questões de saúde e os problemas com o acesso ao estabelecimento de ensino, certamente também são importantes causas para evasão escolar facilmente encontradas na realidade brasileira. O primeiro motivo está diretamente ligado ao atual modelo familiar, onde pais, praticamente, desconhecem a realidade do contexto educacional em que seus filhos estão inseridos. A ausência de interesse pela escola pode ainda ser associada a diversos fatores, entre os quais estão a proposta pedagógica da instituição de ensino, ao tipo de metodologia empregada pelos professores, a falta de um acompanhamento de frequência, e a adoção de práticas que privilegiam o produto da aprendizagem, mas que pouco se ocupam do processo. Em geral, são posturas que não colocam o aluno como protagonista.
Mesmo com esses cenários desfavoráveis, de difícil resolução, e que dependem de medidas enérgicas do poder público, algumas atitudes de um bom gestor escolar podem melhorar essa situação, ao detectar se há dentro do corpo discente estudantes propensos ao abandono.Os estudantes que abandonam a escola costumam ter baixa autoestima, o que dificulta as suas relações pessoais e também profissionais, como a entrada no mercado que se torna mais difícil, além do que a qualidade dos serviços prestados é nivelada por baixo, tal como a sua remuneração.