Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/10/2021

De acordo com Aristóteles, ‘‘A base da sociedade é a justiça’’. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que, a evasão escolar demonstra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Dessa forma, em razão do silenciamento do tema e a ineficácia das leis emerge um problema completo que precisa ser revertido.

Primeiramente, a falta de debate é uma causa latente para a configuração do problema. Segundo Focault, na sociedade pós moderna alguns temas foram silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nessa perspectiva, o silenciamento por parte das escolas em determidado tema tende como um agravante, pois a escola é resposável pela frequência dos alunos e quando a mesma não repassa ao Conselho Tutelar essa questão, atua de forma negligente, retardando a resolução do problema.

Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é a ineficiência das leis. Há uma afirmação do pensador John Locke que defende: “As leis foram feitas para os homens e não os homens para as leis’’. Diante desse pensamento, é preciso atentar a carência legislativa que tem seus fins em si mesma quando se trata da evasão escolar. De modo que, o Poder Legislativo não fiscaliza de forma adequada o cumprimento das leis que asseguram o direto das crianças no Brasil, o que fragiliza,  desestimula e impossibilita a aprendizagem. Dessa forma, sem políticas públicas que coloquem o cumprimento da lei a serviço da humanidade, este problema se perpetuará.

Em suma, uma intervenção faz-se necessária. O Poder Legislativo, em conjunto com o Conselho tutelar devem promover a fiscalização assídua  da frequência escolar e punir por meio de multa os pais em que os filhos não estejam frequentando a instituição de ensino. A fim de que a evasão escolar no Brasil não aconteça e o direito de frequentar a escola possa ser oferecido a todos os cidadãos de forma iguaritária.