Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/11/2021
O documentário “Pro Dia Nascer Feliz” ilustra as dificuldades encontradas pelos estudantes brasileiros nas estruturas educacionais do Brasil. Nessa perspectiva, a evasão escolar é um fenômeno recorrente entre jovens no cenário paupérrimo nacional, o que representa uma negligência do Poder Público em assegurar a educação para todos. Ademais, a realidade brasileira é desigual e excludente, pois existe uma disparidade enorme entre os níveis de escolaridade dos cidadãos brasileiros. Enfim, essa problemática necessita de medidas do Ministério da Educação e do governo federal.
Sob essa ótica, a ocorrência da evasão escolar é um fato alarmante para o Poder Público e setores da população brasileira. Nesse sentido, Darcy Ribeiro, antropólogo brasileiro, afirma que a crise da educação no Brasil não é um problema; é um projeto. Diante disso, a persistência desse fenômeno em escala nacional representa uma falha do governo federal em promover o conhecimento para todos os brasileiros sem distinção, essa negligência estatal corresponde com a teoria das “Instituições Zumbis” de Zygmund Bauman, sociólogo polonês, representando mecanismos públicos cuja função social não está sendo cumprida adequadamente. Logo, é perceptível a carência de políticas públicas que assegurem a presença de estudantes nas escolas.
Outrossim, a realidade brasileira é desigual e não permite que os cidadãos possuam as mesmas oportunidades em solo nacional. Sob esse viés, a Constituição Federal de 1988 garante a educação como direito de todos e dever do Estado e da família, visando seu pleno desenvolvimento e exercício da cidadania, por meio do artigo 205. Entretanto, inúmeros cidadãos brasileiros não possuem condições financeiras para manter os estudos e prosseguir com sua vida acadêmica, tendo que entrar no mercado de trabalho para garantir condições de vida em um país que não valoriza o papel educacional em sociedade. Bem como, a disparidade enorme entre níveis de escolaridade representa a mercantilização da educação a qual é tratada como produto comercializável e favorece as classes dominantes com grande poder aquisitivo. Em suma, é imprescindível fornecer alicerces para esses alunos vulneráveis.
Portanto, a evasão escolar é recorrente no Brasil e a realidade brasileira sempre foi desigual. Assim, o Ministério da Educação deve promover a permanência dos estudantes nas escolas, por meio da criação de uma comissão estudantil em cada colégio, para proporcionar a instrução necessária. Além disso, o Poder Público tem que assegurar condições estáveis aos alunos da rede pública, por intermédio de projetos de assistência social realizados em localidades de maior vulnerabilidade socioeconômica principalmente assinando parcerias com instituições privadas e ONGs de ampla escala de atuação, com o intuito de permitir dedicação total dos jovens para sua vida acadêmica.