Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 26/10/2021
A citação “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, de Nelson Mandela, revela uma grande verdade. Em contraposição à isso, a educação no Brasil está a cada dia mais desvalorizada, o que pode se notar ao ver o crescimento na evasão escolar, que, entre outros motivos, é causada pela necessidade das crianças de trabalharem e pela falta de higiene e saúde básica para os estudantes.
Primeiramente, deve-se destacar que o Brasil é um país com grande desigualdade social, onde existem muitas famílias pobres que não conseguem se sustentar financeiramente, o que faz com que os filhos tenham que ajudar de alguma forma que pode prejudicar os estudos. Segundo o site O Tempo, 60% dos alunos precisam trabalhar para sobreviver em uma escola de Minas Gerais. Da mesma forma que alguns jovens trabalham para conseguir o dinheiro e ajudar na renda, outros têm que cuidar da casa e dos irmãos, o que resulta na inconclusão dos estudos.
Além disso, outro problema agravante é a falta de higiene e saúde básica em muitas casas brasileiras. Nesse contexto, pode-se observar que muitas meninas que não tem condições de comprarem absorventes, ao entrarem no período de menstruação, deixam de ir à aula para não passarem por constrangimentos e também pelo desconforto. Apesar de ter dados que comprovam que várias meninas deixam de fazer atividades como estudar, praticar esportes, brincar, por problemas menstruais (aproximadamente 2% segundo o Senado Federal), o projeto de distribuição de absorventes nas escolas, proposto pelo Senado, foi vetado.
Em síntese, é vísivel que as crianças e adolescentes, principalmente os de baixa renda, sejam incentivados, por meio de programas do governo e iniciativas privadas, a estudarem. Juntamente à isso, o ministério da saúde e da educação deve promover um auxílio para aqueles que não tem o mínimo de higiene para irem à aula. Desta forma, o país estará investindo na maior arma para mudar o mundo, tornando este um lugar melhor.