Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 02/11/2021
Segundo dados de 2012 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é o terceiro maior país com maior taxa de evasão escolar entre 100 países. Decerto, observa-se na conjuntura brasileira, devido à, desigualdade social e a falta de identificação entre o estudante e a Escola, um aumento na taxa de evasão escolar no Brasil. Nesse viés, o empecilho é inconcebível e merece um olhar crítico.
Imprescindível frisar, a princípio, da importância disparidade entre as classes que compõem a sociedade no impasse. Nesse contexto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, o abandono escolástico dentre os jovens de famílias pobres são oito vezes maior do que os de famílias ricas. Mediante ao exposto, é fato que a falta de apoio financeiro vinda da família ou Estado ocasiona na maior taxa de saída das instituições de ensino, fazendo com que o indivíduo se submeta a uma baixa escolaridade por conseguinte, a dificuldade de se inserir no mercado de trabalho, diminuindo a renda familiar cada vez mais. Logo, faz-se necessária uma mudança no sistema. Outrossim, vale salientar a divergência de comunicação entre a Escola e os alunos no óbice. Nesse cenário, conforme o filósofo Mario Sérgio Cortella, em suas entrevistas, afirma que o ensino acadêmico não é mais interessante para os alunos, devido ao meio que acabaram se tornando mais atrativos aos jovens, como redes sociais e Internet. Consoante ao pensamento exposto, é possível perceber que a vicissitude agrava-se pela não modernização colegiais ocorridas com o passar dos anos, perdendo assim o contato com os estudantes que não enxergam mais futuro nem sentido nessas academias. Em suma, evidencia-se que os costumes conservadores nesse meio ambiente prorroga o imbróglio.
Portanto, percebe-se que são indispensáveis medidas capazes de mitigar a problemática. Por isso, cabe ao Ministério da Educação, deve investir por meio de incentivos fiscais, na modernização escolar, adotando maneiras de aprendizado participativa com o aluno, com a inserção de mais aulas praticas e ao ar livre na grade curricular, com intuito de motivar as crianças e adolescentes a permanecerem nas Escolas. Dessa forma, terão assim uma nação com números de abandono escolástico reduzidos.