Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/11/2021

Na Idade Média, o nível de escolarização era a divisão clara entre nobreza e plebe, visto que a educação era relacionada ao luxo  e ao poder adquirido por meio do conhecimento. Entretanto, o acesso à educação, na sociedade moderna, é oferecido de forma gratuíta pelo Estado, o que torna a querela da evasão escolar, num primeiro olhar, um problema de desinteresse individual. Porém, a baixa qualidade do ensino, em decorrência da má gestão pública, juntamente com a violência urbana, faz com que um profissional em potêncial se torne um evadido.

Nesse contexto, segundo Zygmunt Bauman, a modernidade líquida produz homens líquidos, os quais não conseguem se encaixar nas instituíções criadas na era sólida da humanidade.Logo, a forma instituída de escola e a transmissão do conhecimento não condiz mais com a realidade do aluno. Dessa forma, o atraso do Estado em atualizar a grade curricular para uma didática mais produtiva, bem como a negligência em fornecer manutenção para a infraestrutura do polo de ensino, tornam o ambiente estudantil insalubre e desmotivador para o estudante.

Ademais, os entraves na articulação do ensino não são os únicos responsáveis pela evasão escolar no país; a violência urbana se apresenta como forte influenciador de tal problemática. Dito isso, de acordo com uma matéria feita pelo Profissão Repórter, cerca de 13% dos analfabetos do Brasil se encontram nas periferias do Nordeste. Dessa maneira, fica evidente que a falta de segurança corrobora com a desistência do estudo por parte do indivíduo, que ,uma vez evadido, dificilmente concluirá sua educação formal.

Portanto, fica evidente a necessidade de investimentos em projetos pilotos de novas metodologias de ensino; realizados pelo Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas de educação do país, com o intuíto de validar métodos de ensino que se adequem a nova dinâmica do aluno moderno; por meio de salas pilotos, implantadas nas áreas onde o abandono educacional é endêmico.