Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 03/11/2021

A Constituição Federal de 1988 estabelece o direito a educação como inalienável a todos os cidadãos. Entretanto, a prática difere-se da legislação, já que a evasão escolar é um problema no Brasil. Isso ocorre, entre muitos motivos, pela gravidez na adolescência e pelo falho sistema educacional presente. Diante do exposto, são fulcrais medidas para sanar a saída de pessoas da escola. Em primeiro plano, é lícito postular a falta de auxílio nas desistências educacionais motivadas pela gestação precoce.

Dessa forma, a novela “Malhação: viva a diferença” traz a personagem Keyla que demonstra os desafios da gravidez em idade escolar. Paralelamente a ficção, a realidade não é diferente, visto que são muitas as adversidades enfrentadas por meninas que se tornam gestantes jovialmente. Em comprovação, um estudo da Fundação Abrinq revelou que quase 30% das mães adolescentes (até 19 anos) não terminaram os estudos, o que, muitas vezes, impacta negativamente no futuro dessas garotas. Logo, é analisado a necessidade de métodos para amparar meninas que desistem dos estudos por causa da gravidez.

Ademais, é imperioso elucidar o antiquado modelo educacional vigente no país. Nessa perspectiva, o filósofo Michel Foucault, na obra “Vigiar e Punir”, crítica as instituições de ensino comparando-as às instituições de confinamento, na qual os alunos se tornam seres padronizados e são obrigados a obedecer, o que leva ao desinteresse dos estudantes no que tange a permanência na escola. Sob essa ótica, a reportagem do programa Profissão Repórter divulgou que a maioria dos jovens não se sentem atraídos pela escola e sentem a necessidade de mudança no modo em que as disciplinas são aplicadas. Sendo assim, fica claro que o arcaico padrão do ensino brasileiro é uma das causas da evasão escolar.

Portanto, é imprescindível ações operantes para frear a evasão escolar no Brasil. Para isso, é necessário acompanhamento educacional domiciliar para as meninas mães. Outrossim, é essencial que o Ministério da Educação -órgão responsável pela Base Comum Curricular- adote outros métodos de ensino, por meio de projetos criados por profissionais da educação e psicólogos. Para que, assim, seja possível contornar a situação no que concerne a evasão escolar da pátria.