Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 03/11/2021

No filme Coach Carter, feito em 2005 é retratada a história do treinador Ken Carter, que além de preparar os alunos para o basquete, também se preocupava com as altas taxas de evasão escolar e baixo desempenho durante as aulas. Mesmo que essa seja uma história fictícia, a evasão escolar é um problema na realidade brasileira por problemas como dificuldades financeiras e maternidade precoce. Por isso, é necessário incentivar e garantir interesse dos alunos no ambiente escolar.

Em primeiro lugar, é importante citar o fato de que a necessidade financeira é um agravante significativo para a quantidade de ocorrência de evasão escolar. A pesquisa TIC Covid-19 apontou em novembro de 2020 que cerca de 56% dos alunos que pararam de estudar durante a pandemia, tem como motivo a necessidade de ter um emprego para se manter financeiramente. Visto que essas pessoas precisam do dinheiro, não é possível que elas escolham algo que não seja o rentável para ela.

Concomitante a isso, a gravidez na adolescência tira muitas mães do ambiente escolar. Em 2015, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo G1 em 2015, apenas cerca de 25% das meninas que tem filhos entre 15 e 17 anos continuam seus estudos. Essas mulheres têm necessidade de trabalhar para sustentar e cuidar de seus filhos, o que complica a conciliação entre estudos, maternidade e trabalho.

Sabendo disso, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Economia, promova o incentivo financeiro destinado a alunos de baixa renda, por meio da aplicação do dinheiro aplicado na educação pública. Isso deve ser feito para que a adesão ao ensino seja maior, diminuindo a necessidade de estar por tanto tempo fora das escolas. Dessa forma, diminui-se a evasão escolar no Brasil, visto que seu maior agravante é a baixa condição financeira dos jovens.