Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 02/11/2021

A saída dos jovens das escolas é um problema persistente no Brasil. Não obstante ao fato da constituição de 1988 promulgar que a escolaridade é um direito social, há muitos problemas para que a a escolarização seja igualitária. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o impacto da desigualdade social na educação e marginalização daqueles que abandonaram os estudos.

Convém destacar que um dos principais motivos para evasão escolar é a desigualdade social no país. Segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), cerca de 60% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola, isso se da ao fato de que muitos deles precisam entrar no mercado de trabalho para auxíliar a família com os custos de vida. Desse modo, podemos observar que as dificuldades vivenciadas por famílias de comunidades implicam diretamente nas oportunidades de ensino de muitos jovens.

Outrossim, é notório que muitos desses adolescentes sofrem na hora da busca pelo emprego oficializado, sendo comum vermos uma parcela dos mesmos optar pela vida do crime. Dessa forma, estudos que foram lançados pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), evidenciam que 70% dos jovens brasileiros entre 14 e 19 anos que são vítimas ou autores de homicídios estão fora da escola há pelo menos dois anos. Sendo assim, grande parte desses adolescentes sofrem ainda mais dificuldade com ressocialização na hora da busca pelo trabalho.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham a conter a saída dos jovens das escolas. Por conseguinte, cabe ao Ministério da educação e o Poder Legislativo, buscar melhorar e emancipar as oportunidades de estudos a esses jovens, sancionando projetos e leis que visam incentivar os jovens a estudar, prestando devida assistência as suas famílias. Somente assim, pode-se conter a evasão escolar no Brasil.