Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/11/2021

Evasão escolar é o ato de deixar de frequentar as aulas, ou seja, abandonar o ensino em decorrência de qualquer motivo. De maneira semelhante, na sociedade brasileira atual, diversas crianças e adolescentes estão desistindo de ir à escola. Nesse sentido, percebe-se que isso ocorre tanto pela negligência governamental quanto pela desigualdade social.

Sob esse cenário, observa-se o descaso do governo com a educação brasileira. De acordo com a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, todo cidadão tem o pleno direito à educação. Entretanto, esse ideal não é posto em prática, visto que a estrutura precária das instituições, juntamente com os atrasos de pagamento dos professores e a distância que alguns alunos têm que enfrentar para chegar na escola, dificultam a permanência dos estudantes no liceu. Dessa forma, é inadmissível um país, com uma Constituição Cidadã, permitir que os futuros profissionais da sua nação deixem de frequentar o colégio por negligência do Poder Público.

Além disso, vale ressaltar a má distribuição de renda como perpetuadora da desistência acadêmica. Segundo o IBGE, o grupo com maior risco de evasão escolar são jovens de baixa renda, em sua maioria negros, que trocam, com frequência, os estudos por um trabalho precário. Dessa maneira, fica evidente que muitos adolescentes não conseguem se dedicar aos estudos porque precisam trabalhar para ajudar nas despesas de suas casas. Logo, é imprescindível mitigar as disparidades sociais para que todos consigam acessar à educação.

Portanto, com o intuito de diminuir o número de desistências acadêmicas, é necessário que o governo federal -órgão responsável pela administração da nação- por meio de verbas destinadas à educação, construa escolas públicas em todas as comunidades carentes do país, além de garantir a manutenção da estrutura escolar e pagamento adequado aos professores. Outrossim, para que os jovens de baixa renda não percam o direito de estudar, é fundamental que o Ministério da Economia invista em programas de assistência, como empregos de meio expediente.