Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê a todos os cidadãos brasileiros o direito à educação. No entanto, o que se observa é que a taxa de evasão escolar cresce cada vez mais. Nesse sentido, torna-se fundamental a discussão sobre esse problema, uma vez que essa alarmante realidade se deve ao descaso estatal e tem como consequência o atraso no desenvolvimento do país.
Primeiramente, pode-se destacar a negligência governamental como dificultador do problema. Com isso, sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os habitantes de uma sociedade democrática devem possuir a mesma importância. Contudo, uma pesquisa realizada pelo G1 aponta que o Estado investe somente 1% da verba disponível em melhorias educacionais, seja em infraestrutura, materiais atualizados ou transporte escolar. Logo, é notório o enorme desprezo e desinteresse público perante essa relevante parcela da população, a qual é tratada com desimportância e é impedida de usufruir de seus direitos, contrariando, portanto, a visão de Aquino.
Por conseguinte, surge a questão do retardo no progresso brasileiro, a qual atrasa significativamente a resolução do problema. Desse modo, consoante aos pensamentos filosóficos de Paulo Freire, o principal caminho para a transformação do mundo é por meio da educação. Nessa perspectiva, pode-se constatar que os indivíduos com baixa escolaridade terão dificuldades em encontrar empregos que ofereçam boas condições de vida, visto que não serão mão de obra qualificada e especializada e, portanto, assumirão serviços precários ou estarão desempregados. Assim, é notório a concretização da teoria de Freire, já que quanto maior o número de casos de abandono escolar, mais lento será o desenvolvimento do país.
Diante disso, é de extrema necessidade a adoção de medidas capazes de assegurar a solução do problema. Para tanto, é dever do Ministério da Educação a criação de políticas públicas que direcionem verbas para as escolas públicas, de modo que tais recursos financeiros sejam utilizados para o desenvolvimento e aprimoramento da qualidade da educação brasileira, por meio da atualização dos materiais didáticos, capacitação e especialização dos professores e melhoria da infraestrutura das instituições pedagógicas, para que seja possível aumentar o interesse dos alunos em frequentar as escolas, tendo como principal objetivo a diminuição da taxa de evasão escolar. Dessa maneira, será possível o pleno cumprimento da Constituição Cidadã.