Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/11/2021
O filme “Coach Carter”, de 2005, retrata a história do treinador Ken Carter que, preocupado com a evasão escolar e o baixo desempenho estudantil dos alunos, vincula o esporte e os estudos, na medida que os atletas precisavam de boas notas para participarem do time. Entretanto, esse cenário não se limita à ficção. Hodiernamente no Brasil, nota-se um elevado índice de pessoas que não completaram o ensino básico e isso deve-se, principalmente, à desigualdade socioeconômica somada à negligência governamental.
A priori, é importante ressaltar a discrepância econômica-social. Segundo George Orwell, “Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais que outros.”, nessa lógica, vê-se que, mesmo com igualdade jurídica, uma parte da população é privilegiada pelo seu poder aquisitivo. Isso acontece na educação na medida em que, enquanto um pequeno grupo pode pagar uma escola privada, uma grande parcela da população não consegue nem frequentar uma instituição pública, por precisar trabalhar para manterem-se. Desse modo, enquanto houver indivíduos sem condições de terem acesso à instrução básica e de qualidade, a problemática permanecerá.
Outrossim, o descaso governamental fomenta o impasse. De acordo com o Artigo 205 da Constituição Federal, a educação é um direito de todos e dever do Estado. No entanto, ainda que esse seja um direito mínimo e que o Governo seja capaz de assegurá-lo, percebe-se que tal justiça não é efetivada. Isso pode ser verificado pela análise do número de casos de evasão escolar. Dessa forma, é explícito a negligência com a situação, uma vez que não há incentivo, por meio de auxílio financeiro às pessoas que carecem de capital. Todavia, sem a instrução adequada e de qualidade, o problema é consolidado.
Nesse viés, faz-se necessário que o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, atue em favor do povo, por meio do fornecimento de auxílio econômico aos indivíduos menos favorecidos, de modo que que esse valor contribua para a renda mensal, a fim de auxiliar na permanência dos discentes nas escolas. Ademais, deve também o Governo Federal promover palestras que incentivem a conclusão e o interesse pelos estudos, buscando minimizar o visto analogamente na ficção em “Coach Carter”