Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/11/2021
No livro “O Ateneu”, de Raul Pompeia, mostra como a escola é um reflexo da sociedade, o que promove a importância dessa instituição. Analogamente, essa realidade é distorcida, ao passo que a evasão escolar faz-se presente na conjuntura brasileira. Dessa forma, é importante analisar as causas e consequências da problemática.
Sob esse viés, a metodologia de ensino vigente no país torna as escolas pouco atrativas. Nesse sentido, o educador brasileiro, Paulo Freire, trouxe a ideia de Educação Bancária, em que o aluno é visto apenas como um “banco”, no qual é depositado somente conhecimentos. Seguindo essa lógica, as escolas brasileiras, em sua maioria, usam esse sistema de Educação Bancária citado, que, por sua vez demonstra ser ineficiente e ressalta o caráter pouco motivador das instituições de ensino, o que fomenta a evasão escolar. Logo, é necessário que o Governo promova intervenções para a solução do problema.
Ademais, tal cenário reverbera, negativamente, no mercado de trabalho. Dessa maneira, é lícito apresentar o conceito de “McEmpregos” - um gíria estadunidense - que é usada para se referir à empregos com baixa remuneração e que requer poucas habilidades. Diante disso, surgirão mais desses empregos no Brasil, visto que a saída de alunos das instituições de ensino deixa-os em situação de baixa qualificação para ocupação de cargos. Então, fica claro, que esses estudantes precisam continuar com a sua vida escolar.
Portanto, medidas são imprescindíveis para atenuar a adversidade. Sendo assim, convém ao Ministério da Educação elaborar pesquisas, por meio de parcerias com universidades de todo o país, com a finalidade de melhorar a metodologia de ensino. Essas pesquisas devem desenvolver formas de ensinamento mais atrativas em todas as áreas do conhecimento, o que motivará o aluno. Enfim, espera-se, com essas ações, efetivar a importância da escola como no livro “O Ateneu”.