Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 03/11/2021

Segundo Pitágoras, notório filósofo da Grécia Antiga, é necessário educar as crianças para que não seja preciso punir os adultos futuramente. Não obstante da máxima do pensador, hodiernamente, no Brasil, a taxa de evasão escolar é uma característica marcante. Tal infelicidade é resultado não só da crítica situação econômica do país, como também da falta de infraestrutura histórica do sistema de ensino brasileiro.

Nessa perspectiva, é imperativo destacar como a fragilidade de um sistema financeiro pode afetar, fortemente, a taxa de abandono escolar. De acordo com Karl Marx, famoso sociólogo alemão, todo o setor supraestrutural da sociedade, ou seja, suas diferentes vertentes, como a educação e a infraestrutura, dependem da base econômica da comunidade. Dessa forma, em consonância com os ideais do intelectual europeu, a partir que um país apresenta problemas em sua economia, todos os outros ramos sociais são severamente prejudicados. A par disso, denota-se a importância de uma economia forte para que ocorra a diminuição da evasão escolar, visto que esta influencia de forma inquestionável a estabilidade da educação nacional.

Outrossim, é oportuno comentar como o histórico educacional brasileiro é imprescindível na alarmante situação atual do país. Como exemplo, cabe citar Boris Fausto, prestigiado historiador brasileiro, o qual afirma que o panorama nacional apresenta raízes em tempos longínquos, fundados em uma sociedade patriarcal e escravista que limitava o acesso ao conhecimento e às informações apenas aos homens que constituiam as elites agrárias, comerciais e industriais. Dessa feita, nota-se como a debilidade do sistema educativo e, consequentemente, o aumento no número de alunos que abandonam as escolas é um fato estimulado, em conformidade com o argumento de Boris Fausto, por fatores sociopolíticos históricos.

Portanto, em vista dos fatos supracitados, é essencial que o Estado tome providências para amenizar esta problemática. Logo, urge que o governo, por meio de investimentos no setor de ensino técnico, amplie o número de instituições educativas especializadas, especialmente aquelas ligadas ao desenvolvimento de setores basilares na economia nacional, a fim de que a evolução educacional e econômica brasileira estejam ligadas e, por conseguinte, a taxa de evasão escalar por problemas financeiros diminua. Ademais, é função do Ministério da Educação e Cultura (MEC), por intermédio de auxílios econômicos aos estudantes de baixa renda, incentivar a permanência dos jovens nas escolas e universidades, em específico aqueles de 8 a 21 anos, com o intuito de que o contexto histórico brasileiro de negligência à educação seja revertido e ditos como os de Pitágoras sejam respeitados.