Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 06/11/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando se um mobiliza com o problema do outro. De maneira análoga a isso, os índices de evasão escolar no Brasil crescem, o que mostra uma contradição em relação ao lema ‘‘progresso’’ estampado na bandeira do país. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a realidade socioeconômica e o desinteresse escolar.
Em primeiro plano, evidencia-se a realidade socioeconômica como agravante no revés. Sob essa ótica, o filósofo inglês, Thomas Hobbes, em sua obra ‘‘Leviatã’’, defende a ideia de que o Estado tem obrigação de promover meios que auxiliem o progresso comum. Todavia, esta tese não se aplica, uma vez que os governantes, principalmente o MEC (Ministério da Educação), tratam o assunto com omissão, não dando atenção aos ambientes que mais necessitam dos tributos governamentais. Além disso, investimento mais em lugares geograficamente privilegiados ao invés dos marginalizados, favorecendo um ambiente negativo. Logo, tristemente, enquanto não houver uma ressignificação nesse sentido, com o direcionamento de políticas públicas para a resolução, os casos tendem a permanecer em alta.
Ademais, é notório o desinteresse escolar como coadjuvante na questão. Desse modo, o filósofo inglês, John Locke, dissera que o homem nasce como uma ‘‘folha em branco’’. Nesse sentido, o desinteresse vigente é uma patologia cíclica, passada de geração em geração advindo da realidade socioeconômica prejudicada que os cidadãos conviveram suas vidas inteiras. Outrossim, certamente, molda suas perspectivas, assim, favorecendo na mente dos jovens uma falta de perspectiva acerca dos motivos de continuar estudando, visto que os benefícios podem se mostrar ‘’nulos’’ nas suas respectivas camadas sociais, assim, fazendo-os desistir da escola. Portanto, é ilógico, que uma sociedade com sua honrosa menção ao positivismo, tenha aspectos retrógrados em vigência, sendo necessário mudanças estatais.
Infere-se, indubitavelmente, a adoção de medidas que venham a reduzir a evasão escolar no Brasil. Por conseguinte, cabe ao governo federal, por meio dos Estados Federativos, a distribuição dos tributos recolhidos para a melhoria dessas famílias, através de um projeto social, beneficiando e proporcionando um ambiente com condições úteis para essa esfera social poder frequentar a escola. Então, simultaneamente, com o MEC, ministrar palestras a essas famílias, sobre a importância a longo prazo dos estudos, explicando os benefícios e posteriormente fazendo com que sejam incluídos no mercado de trabalho formal, com melhores remunerações e oportunidades de ascensão social. Consequentemente, favorecendo o incentivo aos estudos. Somente assim, a tese Iluminista poderá se concretizar, quando toda a sociedade possuir condições significativas de estudos.