Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 06/11/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de maior importância, prevê o acesso à educação como direito inerente a todos os cidadãos. Entretanto, tal direito civil não tem sido garantido, já que persistem, no Brasil, os casos de evasão escolar. Tal acontecimento tem como agravantes a negligência estatal e a desigualdade social.

Sob essa perspectiva, pode-se afirmar que o Estado está sendo inoperante quando não remunera bem os professores das instituições públicas nacionais, mantém a infraestrutura das escolas precária e não garante transporte para diversos estudantes que moram longe do ambiente escolar. Tais fatores contribuem para aumentar os casos de alunos que deixam de estudar. Essa atitude do Governo vai de encontro ao contratualismo, proposto pelo filósofo contratualista John Locke, no qual diz que o Poder Público deve garantir os direitos dos cidadãos, mas nota-se que isso não ocorre, visto que o direito a educação está sendo negado.

Em segundo plano, convém citar que, de acordo com o jornal online G1, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Dessa maneira, é grande o número de jovens e crianças que saem das escolas antes de concluir o ensino médio ou, até, nos piores casos, o ensino fundamental para trabalharem. Dessa maneira, essas pessoas ficam impedidas de se especializarem e conseguirem bons empregos no futuro, o que contribui para que elas ocupem cargos com baixa remuneração e perpetuem a pobreza na Nação.

Portanto, faz-se imprescindível modificar esse cenário nefasto. Para tanto, cabe ao Governo Federal, através de verbas oriundas de arrecadações de impostos, aumentar o piso salarial dos professores, melhorar a estrutura física das escolas públicas e implementar transporte escolar nos lugares onde esse serviço inexiste. Além disso, também é dever do Poder Executivo assegurar bolsas de estudos para alunos carentes, como forma de impedir que eles “fujam” da escola para irem trabalhar. Essas medidas têm como objetivo garantir o previsto presente na Carta magna, por meio da permanência desses brasileiros nas escolas.