Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 08/11/2021

Com a descoberta do Brasil, em 1500, por parte dos portugueses, houve-se a necessidade de educar as crianças nativas ou imigrantes, tendo como propósito, inicial, a transmissão dos saberes do ensino básico. Porém, na época do Brasil colônia, o ensino era, somente, para os filhos de famílias ricas e dos donos de terra, deixando, com isso, uma parcela da população infante tupiniquim excluída do processo educacional. Equidistante, no Brasil contemporâneo, esse processo excludente ainda perpassa a sociedade brasileira, visto que a evasão escolar é uma chaga social, não cicatrizada. Nesse sentido, torna-se urgente solucionar as principais causas do problema supramencionado: a incompetência estatal e a desigualdade socioeconômica.

Diante desse cenário, é factual afirmar que a incoerência governamental é um pilar para a saída escolar precoce. Ilustrando essa perspectiva, segundo a Constituição Federal de 1988, é dever e obrigação do Estado - instância pública que reúne os três poderes - garantir uma educação de qualidade e integral, bem como a permanência do aluno na rede de ensino. Entretanto, ao analisar a realidade brasileira, fica claro que o Estado não está cumprindo com as suas obrigações executivas, jurídicas e legislativas, na área educacional, pois a taxa de evasão escolar é crescente, impossibilitando, dessa maneira, a integralidade do ensino. Logo, para a resolução do óbice em discussão, faz-se necessário a prática do axioma constitucional supracitado.

Ademais, a desproporção socioeconômica entre as camadas da sociedade é um pilar para a permanência do problema em pauta. Nesse raciocínio, de acordo com o dramaturgo Roberth Shaw explicita para ocorrer progresso, são necessárias transformações no presente, exemplificando, assim, para que ocorram reações comportamentais nas próximas gerações demanda diversas mudanças no presente. Em paralelo, a realidade brasileira, faz-se necessárias intensas mudanças no perfil socioeconômico do brasileiro médio, para equiparar as pessoas no campo social e econômico. Por consequência, a superação da diferença socioeconômica é pertinente a resolução do debate.

Portanto, é necessário destrinchar os principais impulsionadores dessa mazela a incompetência estatal e a desigualdade socioeconômica. Desse modo, é necessário que o Governo - supridor dos direitos civis - crie uma campanha, chamada Por uma Educação Melhor, ministradas por meio de palestras, por profissionais da área social, feitas nas escolas, focando nas famílias de baixa renda, objetivando, com isso, a diminuição da evasão escolar. Bem como, cabe ao Ministério da Economia - órgão do governo responsável pela economia - realizar a criação de programas sociais, e fortalecer os existentes, como a bolsa família, tendo como resultado uma diminuição da desigualdade econômica.