Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 09/11/2021

A primeira condição para modificar a realidade consiste em reconhecê-la, a frase dita por Eduardo Galeano, escritor uruguaio, entra em acordo com a contemporaneidade brasileira, pois o tema da Evasão escolar permanece em alta, sendo necessário tirá-lo da invisibilidade para resolvê-los. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: negligência estatal e a lacuna educacional

A priori, evidencia-se a negligência estatal como agravante no revés. Sob essa ótica, o filósofo inglês, Thomas Hobbes, em sua obra ‘‘Leviatã’’, defende a ideia de que o Estado tem obrigação de promover meios que auxiliem o progresso comum. Todavia, esta tese não se aplica, uma vez que os governantes, principalmente o Ministério da Educação, tratam o assunto com omissão, ausentando-se nos ambientes marginalizados socialmente, como por exemplo as periferias urbanas. Ainda assim, estas áreas afetadas são as que mais necessitam dos tributos governamentais, ao ausentar-se, o Estado permite a fomentação de um ambiente negativo e de baixo incentivo para os estudantes. Logo, enquanto não houver uma ressignificação nesse sentido, com o direcionamento de políticas públicas favoráveis, não será possível mudar a situação vigente.

Ademais, é notória a lacuna educacional como coadjuvante na questão. Desse modo, o filósofo inglês, John Locke, dissera que o homem nasce como uma ‘‘folha em branco’’. Nesse sentido, pode-se analisar que a falta de ensinamentos prévios sobre a educação escolar, acaba por inferir que gerações passem conhecimentos errados a respeito da escola. Então, gera-se um ciclo de desinformação e falta de esperança na realidade do jovem, que ao vivenciar uma realidade sociocultural marginalizada, acaba por optar pela evasão. Assim, esse ciclo fulmina, ao passar dos anos, numa ‘‘bola de neve’’, que não inclui o cidadão sem escolaridade no mercado formal de trabalho, que prejudica a vida do cidadão, permanecendo-o num estado de exclusão, recomeçando o ciclo. Portanto, é ilógico, que uma nação com sua honrosa menção ao positivismo, tenha aspectos retrógrados em vigência, sendo necessário mudanças evidentes e súbitas.

Depreende-se, indubitavelmente, a adoção de medidas que venham a reduzir a evasão escolar.

Por conseguinte, cabe ao governo federal, por meio dos Estados Federativos, a distribuição dos impostos recolhidos para a melhoria dessas famílias por meio de projetos sociais, que inclua-os num cadastro governamental, direcionando a arrecadação em contas de bancos públicos para essas famílias. A fim de que, futuramente esses cidadãos consigam retornar suas atividades escolares, adquirir conhecimento e repassá-los, quebrando o ciclo da lacuna educacional. Somente assim, a tese Iluminista poderá se concretizar.