Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 10/08/2017
Sócrates, filósofo grego, desenvolveu a maiêutica: método no qual os indivíduos chegavam ao conhecimento da verdade através das suas próprias conclusões. Ou seja, os cidadãos da pólis eram orientados por esse professor grego de acordo com suas respectivas limitações. Na atualidade, a evasão escolar é fruto da falta de assistencialismo na educação brasileira. Devido a isso, temos a ocorrência de problemas sociais nesse âmbito, bem como a dificuldade dos alunos com a aprendizagem. Portanto, é necessário uma melhor discussão sobre a problemática, objetivando uma melhor qualidade no processo pedagógico educacional.
Em primeiro lugar, jovens com a aparência diferenciada são alvos de preconceitos e bullying no âmbito das escolas. Pois, devido a um “defeito” físico são taxados como não pertencentes ao padrão social aceito, abrindo assim espaço para os sentimentos de repulsa.Segundo uma pesquisa feita em 2015 pelo IBGE, cerca de 47% disseram que já sofreram esse tipo de situação. Sendo assim, conforme Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito.
Além disso, existe uma falta de atenção dos professores diante das dificuldades de cada aluno. Prova disso é grande evasão de discentes que não conseguem aprender, por exemplo, matemática, devido a problemas de aprendizagem. De acordo com o relatório de olho nas metas de 2011,89% da população consegue chegar ao ensino médio sem aprender o mínimo de matemática. Como consequência,temos um sistema precário, professores com formação deficiente, aulas pouco dinâmicas e alunos com baixa motivação
Fica claro, portanto, que a saída breve de discentes das escolas é decorrência de transtornos sociais e falta de assistência escolar adequada.Logo, as escolas devem investir em recursos midiáticos como tablets e notebooks que estimulem a aprendizagem. Outrossim, o governo precisa desenvolver palestras e campanhas educativas, através de seminários, cartazes e panfletos nas escolas, que abordem o tema bullying e preconceito de maneira adequada. Por fim, os colégios tem que priorizar um planejamento no começo do ano letivo, que aborde características de todos os estudantes e suas respectivas restrições. Além do mais, a introdução de profissionais capacitados para lidar com a aprendizagem faz-se necessário, visto que a presença de um psicopedagogo em sala de aula permite que este observe os alunos e desenvolvam estratégias visando a melhora nos estudos destes. Ciente disso, professores como Sócrates precisam ser mais estimulados na atualidade, assim, construir-se-á uma educação de qualidade.