Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 17/11/2021

Na série brasileira “Segunda chamanda”, acompanha-se a trajetória de vários indivíduos que por motivos distintos acabaram impossibilitados de exercer o seu direito a educação e se encontram na escola já adultos, enfrentando as suas dificuldades pessoais. Fora da ficção, situações como essas são facilmente encontradas no cotidiano atual, devido à falta de infraestrutura territorial e ao trabalho infantil. Sob esse viés, se faz mister a resolução da evasão escolar na realidade brasileira.

Mormente, embora a Constituição Federal de 1988 garanta o acesso a educação para todos os cidadãos, tal fato encontra empencilhos para ter seu exito garantido. Nesse sentido, em virtude da ausência da infraestrutura territorial que se tornou um problema muito frequente em regiões que por serem de difícil acesso -como ocorre nas comunidades ribeirinhas distantes das cidades- enfrentam, ora a longa sequência de transportes que o indivíduo embarca para chegar a escola, ora a falta completa de veículos. Essa grande dificuldade acaba por levar o sujeito a desistência por ser enfadonho e inviável.

Ademais, apesar do problema supracitado ser comum, o trabalho infantil torna-se um propulsor de igual influência para o aumento crescente desta problemática. Sob essa ótica, de acordo com uma pesquisa realizada pela Unicef, cerca de 1,8 milhões de estudantes entre 6 e 17 anos abandonaram a escola em 2020. Isso se dá devido ao meio socioeconômico do jovem que, muitas vezes, se vê obrigado a trabalhar para garantir a subsistência própria e de terceiros, causando no futuro, uma inserção precária ao mercado de trabalho tido como reflexo do abandono de sua vida acadêmica.

Em virtude dos fatos destacados, faz-se urgente a resolução deste problema. Destarte, o Ministério da educação juntamente com o Conselho tutelar devem aumentar a fiscalização para impedir o trabalho infantil. Além disso, é de vital importância a implantação de um projeto para expansão do meio de transporte. Por meio de um investimento maior direcionado ao aumento de veículos de locomoção para os indivíduos que moram distantes dos centros urbanos, facilitando o acesso dessas pessoas a educação e incentivando-as cada vez mais. Fazendo assim, com que situações como as da série sejam menos frequentes.