Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 17/11/2021

No último episódio de “Toda mundo odeia o Chris”, o personagem “Chris” abandona o ensino médio, por motivo de repetência e certa falta de interesse, o que se caracteriza como:  evasão escolar. A realidade brasileira é muito semelhante, já que por causa da necessidade de trabalhar, envolvimento com crime e gravidez precoce, muitos deixam a escola. Isso é um enorme problema, pois assim o dueto à educação não é assegurado.

Primordialmente, vale destacar que quanto maior a renda, menos os alunos avançam nos estudos. Isso se alinha com o pensamento do sociólogo Bordieu, na qual o monopólio cultural e do conhecimento é detido pelas classes de elite. Logo, esses grupos controlam as estruturas sociais, o que força os estudantes de baixa renda a trabalharem. Então, na busca por sustento e sobreviência, o direito básico à educação acaba sendo tirada dos jovens, caracterizando-se na problemática da evasão escolar e prejudicando o futuro de muitas crianças e adolescentes.

Além disso, destaca-se também o grande problema social do envolvimento com o crime ser visto como única oportunidade de sustento, levando ao abandono de ambiente escolar. Entretanto, além de prejudicar diretamente o futuro, isso coloca a própria vida do jovem em risco, mesmo que atitudes como essas sejam compreensíveis, devido ao caos instaurado na sociedade brasileira. Ademais, ressalta-se o alto índice de gravidez precoce, que por falta de orientação na família e na escola, vem a ser muito comum, e ainda faz com que muitos gastos optam por abandonar a escola, para criar o bebê. Fatores como esses, são relatados no diária que se tornou livro “Quarta de despejo”, de Carolina de Jesus, o que evidencia como as classes mais pobres são os que mais sofrem com esses problemas, e consequentemente com a evasão escolar.

Depreende-se, portanto, que a evasão é uma enorme problemática da realidade brasileira. Por isso, cabe ao Governo Federal a distribuição de uma renda mensal de apoio, para as famílias dos estudantes mais pobres, evitando a necessidade de trabalho, podendo assim, dedicar-se aos estudos. Além disso, as escolas em parcerias com municípios e população podem atuar de duas formas: fornecendo educação sexual para os alunos, na busca por previnir a gravidez precoce e também criado projetos dinâmicos, como competições de conhecimento e esportivos, para que os jovens se sintam estimulados a voltar para as escolas. Desse modo, casos de evasão como o de personagem “Chris” serão evitados e o direito à educação será melhor garantido.