Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/11/2021

O artigo 3° da Constituição federal estipula como objetivo principal da República Brasileira o bem estar a todos, sem qualquer tipo de discriminação. No entanto, é flagrante o desrespeito a esse preceito constitucional, quando se constata que o país não tem respostas eficazes para questões que impedem o bem estar social. É o caso da evasão escolar que se mantém devido a péssima realidade brasileira. Por isso, é necessário que a evasão escolar e a realidade brasileira seja discutida.                    Primeiramente, é importante dizer que o imaginário distorcido da população sobre o tema agrava a situação. Ancoradas em valores ultrapassados, muitas pessoas acabam por normalizar condutas altamente condenáveis sob esse aspecto, a evasão escolar persiste no país porque é sustentada por uma visão de mundo preconceituosa que favorece as desigualdades sociais que permeiam a sociedade brasileira. Trata-se de uma conduta oposta aos princípios da filosofia Hannah Arendt, segundo quem, preocupa-se com a diversidade e com o entorno social que é um gesto vital à vida em sociedade.                                                                                                                                                              Além disso, a má qualidade de vida da maioria da população brasileira agrava a saída dos estudantes da escola. Segundo estudos realizados através de dados coletado pelo IBGE e pelo MEC, indicam que existe um grupo mais vulnerável: jovens de baixa renda, em sua maioria negros. As principais causas desse efeito se deve a falta de oportunidades que jovens e adolescentes têm de ganhar dinheiro e estudar ao mesmo tempo. Infelizmente, são poucas as escolas que ofertam projetos capacitantes e renumerados. Por isso, os estudantes não têm motivações e condições suficientes para ir à escola.

Portanto, faz-se necessário que a evasão escolar seja combatida. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação aumentar os investimentos em projetos que preparam os discentes para o mercado de trabalho e os renumerem para que outras pessoas tenham condições de continuar a estudar. Essas ações podem ser feitas por meio de parcerias com grandes empresas que estão sempre à procura de jovens aprendizes, como por exemplo a empresa itáu. Dessa forma, espera-se que o número de estudantes fora das escolas diminua e que suas condições de vida melhorem.