Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/11/2021
A Constituição Federal de 1988 garante o acesso à educação para todos. Entretanto, no Brasil, quando se observa os casos de evasão escolar, nota-se que entraves precisam ser superados para que essa escolarização seja plena. Dessa forma, esses obstáculos ocorrem seja pela desigualdade social existente no país ou ainda pelo desinteresse dos adolescentes nas aulas preparadas por professores mal remunerados.
Em priemiro plano, convém destacar que as oportunidades educacionais não são ofertadas de forma igualitária no Brasil. Nesse aspecto, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 62% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola. Logo, isso acontece principalmente na fase final da vida escolar, ou seja, no Ensino Médio, pois esses adolescentes desejam ou precisam se inserir no mercado de trabalho para ajudar suas famílias. Assim, eles não são capazes de atingir o ápice do pensamento freireano defendido na obra Pedagogia do Oprimido em que o indivíduo pode de se utilizar da educação para superar as desigualdades sociais a que é submetido, pois necessita abandonar a escola antes disso.
Além disso, vale ressaltar também que as instituições de ensino não são atrativas para o jovem. Dessa forma, eles sentem-se desmotivados por não verem nela um meio de ascensão social. Somado a isso, professores também fazem parte desse grupo, uma vez que são frustrados pela baixa remuneração salarial que recebem e pela negligência do Governo, que fornece cada vez menos investimento a esse setor. Assim, raríssimos casos parecidos com o da senhora Gruwell ocorrem fora da ficção, personagem do filme Escritores da Liberdade; ela supera todas as dificuldades existentes e consegue engajar seus alunos e os convencer a não abandonar os estudos.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar a evasão escolar no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve remunerar melhor os profissionais de ensino através da destinação de verbas arrecadadas de impostos pagos pela sociedade, a fim de manter os professores satisfeitos e motivados, o que fará com que eles desempenhem um melhor trabalho para os alunos. Dessa forma, os estudantes se sentirão mais atraídos e não abandonarão os estudos. Ademais, cabe ao Ministério da Economia aumentar o financiamento de programas sociais para que as famílias mais humildes recebam o suficiente a fim de que seus filhos não precisem abandonar a escola para trabalhar. Sendo assim, o que está previsto na Constituição brasileira será vivenciado plenamente na prática.