Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/11/2021
Nelson Mandela, líder do movimento contra o apartheid, citava que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. No entanto, no Brasil, essa arma está ameaçada pelo alto índice de evasão escolar. Nesse sentido, percebe-se que isso ocorre tanto pela negligência governamental quanto pela necessidade de ajudar sua família.
Sob essa perspectiva, observa-se o descaso do governo com a educação brasileira. A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê um todo cidadão o pleno acesso à educação. Entretanto, essa garantia não é posta em prática, visto que uma estrutura precária das instituições, juntamente com a distância que os alunos têm que percorrer, dificuldade a permanência dos estudantes na escola. Dessa forma, é inadmissível um país com uma Constituição Cidadã permitir que os futuros profissionais da nação deixem de frequentar o colégio por negligência do poder Público.
Além disso, vale ressaltar a má distribuição de renda como perpetuadora da desistência acadêmica. Segundo o IBGE, o grupo com maior risco de evasão escolar são jovens de baixa renda, em sua maioria negros, que trocam, com frequência, os estudos por um trabalho precário. Dessa maneira, fica evidente que muitos adolescentes não conseguem se dedicar aos estudos porque precisam trabalhar para ajudar nas despesas de suas casas. Logo, é imprescindível mitigar as disparidades sociais para que todos consigam ter acesso à educação.
Portanto, para que o número de desistências acadêmicas diminua, é necessário que o governo federal -órgão responsável pela administração da nação-por meio de verbas defendida à educação, construção de escolas públicas em todas as comunidades carentes do país, além de garantir a manutenção do estabelecimento de ensino. Outrossim, para que os jovens de baixa renda não percam o direito de estudar, é fundamental para o Ministério da Economia invista em programas de assistência, como empregos de meio expediente.