Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 16/11/2021

De acordo com a Constituição Federal brasileira de 1988, documento jurídico mais importante da nação, prevê em seu 6° artigo, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, a desigualdade de renda que impossibilita o acesso a esse direito e a negligência governamental nesse âmbito, contribuem para a perpetuação desse cenário negativo, logo, é imperioso que essa chaga social seja resolvida.

O filme “Escritores da Liberdade”, narra as dificuldades de uma professora em dar aula para os alunos que estão em constante conflito, com o envolvimento no crime, desigualdade social e tensão racial, na qual leva o desinteresse em aprender. Por analogia, percebe-se, a importância de incentivar o aluno a permanecer na instituição escolar, visto que na realidade, muitos estudantes abandonam as escolas por causa do  bullying, gravidez na adolescência, distância da escola e por falta de oportunidade, optando pelo trabalho precário.

Em virtude do atual cenário, deve-se ressaltar a inoperância governamental para combater a evasão escolar. Analogamente, conforme as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que a sociedade desfrute dos direitos, como a educação, o que lamentavelmente é evidente no país.

Dessa forma, é necessário combater esses entraves da evasão escolar. Por isso, é papel do Ministério da Educação, juntamente com as secretarias municipais de educação, desenvolver um projeto com professores disponíveis para ir na casa dos alunos com dificuldades e sem acesso à Internet, além de proporcionar o transporte escolar para os estudantes de baixa renda e que moram em áreas periféricas, a fim de que todos tenham acesso ao ensino. Logo, se consolidará uma sociedade mais inclusiva, cumprindo com os elementos elencados na Magna Carta.