Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/11/2021
O quadro expressionista “O grito” do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, no contexto atual do Brasil, a evasão escolar potencializada pela realidade do país, amiudadamente, assemelha-se ao ilustrado pelo artísta. Nesse viés, torna-se crúcial analisar as causas desse revés, destre as quais se destacam a negliência governamental e a necessidade do estudante de trabalhar para ajudar financeiramente a família.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas estatais para combater o precário abandono das instituições de ensino pelos estudantes. Devido à falta de atuação das autoridades os jovens não são estimulados o suficiente para continuar na escola, uma vez que, em sua maioria, os indivíduos que “escolhem” abandonar o ensino são os alunos de baixa renda, segundo dados do IBGE e do MEC (Ministério da Educação). Dessa maneira, como o governo não possui planejamento para motivar esse grupo social, como por exemplo, uma sistema de transporte escolar adequado para alunos que moram na periféria, a evasão escolar aumenta. Logo, tal problemática representa um grave retrocesso.
Outrossim, a necessidade dos estudantes de trabalhar para ajudar os parentes financeiramente pode ser apontada como responsável pelo problema. Isso porque, na realidade atual do Brasil, os pais muitas vezes não conseguem sustentar as contas de casa sozinhos, então, infelizmente, obrigam o filho a abandonar o colégio e buscar um emprego. De acordo com o a (Pnad) Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, aproximadamente quatro em cada dez jovens que não concluíram o ensino médio precisaram deixar as salas de aula para trabalhar. Por isso, como consequência, a saída de alunos do colégio torna-se algo comum para àqueles que não detêm de poder econômico. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Infere-se, portanto, que combater a evasão escolar na realidade contemporânea do país é um grande desafio. Sendo assim, o Governo Federal, como instância maxima da administração executiva, deve atuar em favor da população, através da criação de projetos de leis que proponham o transporte adequado para os alunos que moram em periferías ou áreas mais carentes das cidades do Brasil, com o fito de facilitar a mobilidade dos indivíduos de baixa renda e estimular os alunos que abandonaram as salas de aula a voltarem a estudar. Espera-se, assim, que o sentimentos de desamparo retratados por Munch delimitem-se apenas no plano artístico.