Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 16/11/2021

Todos o países socialmente desenvolvidos têm em comum um forte processo educacional que permite aos alunos entenderem a sua realidade e o seu papel na comunidade, a exemplo da Austrália e Noruega, países com elevadíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - Instrumento para se medir a qualidade de vida das nações  -. Contudo, o Brasil se distância desse panamora uma vez que a alta evasão escolar corrobora um conhecimento deficitário e inevitavelemnte formações profissionais, críticas e sociais precárias, fruto do desvio das funções constitucionais do estado e da falta de um ensino transformador que prenda o interesse dos estudantes na escola.

Nesse cenário, as esferas de poder público, ao não evitarem a evasão escolar dos alunos do Brasil, falham em cumprir os seus deveres constitucionais, previsto na constituição brasileira. Uma vez que o artigo 5º da Constituição Federal ressalta que o direito à educação é universal e inalienável e se torna um dever do Estado promover ações economicas e sociais a fim de garantir a efetivação desse inciso. Sendo assim, quando os estudantes deixam de frenquentar, por razões sociais ou economicas, as escolas é um desvio das funções das instâncias governamentais, que deveriam garantir e permitir que os alunos consigam frenquentar e se manter nas instituições de ensino durante todo o processo educacional e consequentemente transformando as suas realidades.

Dessa maneira, ainda que a maioria dos estudantes brasileiros consigam superar os problemas economicos e sociais, outro agravente para a evasão escolar é falta de um ensino transformador. Segundo o pedagogo Paulo Freire em seu livro ‘‘Pedagogia do oprimido’’ a educação libertadora é o maior meio de  mutação social, isto é um conhecimento integrante que prenda a atenção dos alunos e  permita aos mesmo entenderem suas realidades e papeis no mundo,  eventualmente mudando os seus panoramas sociais. No entanto, o ensino brasileiro não se adequa a esse ideal, uma vez que não desperta nos estudantes um interesse no conhecimento, já que não são orientados a perceberem a sua relevância como agente de transformação social, contribuindo para o dessinteresse e evasão escolar.

Em suma, a inércia governamental em garantir meios dos alunos frenquentarem e se manterem nas escolas somado a falta de um ensino libertador, contribuem para a evasão escolar e indubitavelmente para uma realidade de desigualdade social. Portanto, medidas necessitam serem efetivadas para contornar essa situação. Dessarte, é dever do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação - órgão responsável pela educação pública - implementar um novo processo pedagógico que capture o interesse dos alunos, por meio de aulas e atividades lúdicas, críticas e de entendimento da realidade brasileira, a fim de despertar o interesse dos estudantes no conhecimento, miticando a evasão escolar.