Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 17/11/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) - assegura a todo cidadão o direito à educação de qualidade e bem-estar social. Entretanto, a realidade brasileira se distancia do ideal quando se observa a evasão escolar no país, o que representa um grave problema que deve ser enfrentado de forma mais organizada pelo corpo social. Nesse sentido, convém analisar a negligência governamental e a falha educacional como principais reponsáveis pelo quadro.
Sob esse viés, é certo que a ineficácia estatal influi no impasse. Nesse horizonte, segundo Thomas Hobbes, “É dever do governante garantir o bom convívio dos cidadãos”. Esse pressuposto permite dizer que, quando o Estado não cumpre com suas obrigações de sustentar as prerrogativas da lei, setores da sociedade são afetados, por exemplo, a educação, via evasão escolar. À vista disso, dentre os agravantes, destaca-se a situação socioeconômica frágil de muitas pessoas, pois segundo o IBGE, o desemprego já atinge 13,7% da população. Consequentemente, por necessitarem ajudar na renda familiar, vários estudantes evandem-se do ambiente estudantil e problema se agrava. Dessa maneira, é notório que as ações governamentais atingem essa adversidade.
Outrossim, é imperioso citar a lacuna educacional nesse revés. Nessa ótica, conforme Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”, logo, é explícitico que o aprendizado deve nortear a sociedade. Conquanto, é válido destacar que a escola - principal instituição de formação social e pensamento crítico - não recebe incentivo governamental suficiente para manter a constância dos educandos no local, pois é frequente, por exemplo, estrutura inadequada e falta de professores. Assim, os estudantes não sentem interesse em permanecer no ambiente, uma vez que nem a própria escola estimula a isso e, como mostrou o site G1, já representa 17% dos casos de evasão. Destarte, tornam-se evidentes as barreiras a serem enfrentadas na educação brasileira.
Nesse contexto, é imprescindível mudanças no comportamento estatal e pedagógico. Portanto, o Estado - principal promotor da harmonia social - deve melhorar a condição socioeconômica do país, por meio da distribuição de renda com a geração de empregos, como obras públicas e auxílio financeiro para os alunos mais carentes, com a finalidade de mantê-los estudando. Além disso, é mister o investimento nas escolas, com reformas estruturantes, contratação e capacitação de professores para que os indivíduos sejam instigados a avançar no conhecimento. Com efeito, tem-se um país que os direitos previstos pela DUDH são respeitados.