Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 13/08/2017
Educação Fordista
Durante o século 20, havia nas fábricas da Ford um modelo de produção padronizado que mecanizava os trabalhadores. Infelizmente, além de seguir esses ensinamentos, a educação brasileira enfrenta um agravante socioeconômico, tais fatores contribuem para a evasão escolar. Dado isso, deve-se investigar as causas dessa problemática, ressaltando suas consequências.
É pertinente considerar a contribuição do fator socioeconômico. De acordo com a teoria demográfica reformista, a consequência do subdesenvolvimento é o não planejamento familiar. De modo que, na condição de baixa renda, para fechar o orçamento mensal há duas opções nefastas aos progenitores. Ou pais trabalham exacerbadamente e pouco tempo sobra aos filhos, ou os filhos são postos a trabalhar. De ambas as formas, o incentivo à educação é reduzido.
Além do incentivo doméstico, falta adequação do sistema educacional aos alunos. Para o pedagogo Paulo Freire, a educação não deve ser um ato unilateral de depósito de conteúdo, pois desse modo a escola suprime a capacidade crítica dos alunos e, consequentemente, seu interesse em aprender. Assim, o desinteresse provocado por uma educação padronizada leva à baixos rendimentos escolares e desistência do aluno.
Em decorrência desses aspectos, nota-se que a evasão escolar corrobora com a miséria. Todo brasileiro tem direito constitucional à educação, por isso, a maior parte dos empregos formais exigem a completude dos ensinos colegiais. Desse modo, muitas vezes, aqueles que não cumprem a exigência acabam pendendo à informalidade, sem garantia de dignidade nem salário mínimo.
Dessarte, fica claro que para combater a evasão escolar deve-se, além de encarar a realidade nacional, humanizar a educação. Para isso, é importante que o Governo repita o exemplo do que vem sendo feito em Contagem, MG, onde os professores vão à residência de alunos com maiores dificuldades escolares. Ademais, é preciso que o Ministério da Educação ouça pais e pedagogos renomados, a fim de criar um sistema educacional onde os alunos têm mais participação, assim como é feito na Escola da Ponte em Portugal. Para que criemos uma educação a qual Henry Ford não possa reconhecer.