Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 21/11/2021
A atual pandemia de covid-19 já afetou vários setores importantes do nosso país, além da saúde, pode-se citar a ecomomia, e também, a educação, que após o fechamento das escolas no ano de 2020, aumentou-se os casos de evasão escolar. Este problema já existia antes, mas se intensificou ainda mais devido a desigualdade social que dificulta o acesso a internet no ensino à distância on-line, visto que muitas famílias estão distantes dessa realidade por motivos financeiros, ainda por cima, com a falta de investimentos do governo em certas áreas e regiões, o ensino não chega a algumas pessoas na mesma proporção que outras com mais oportunidades, o que impossibilita o apoio dos pais aos filhos para que não desistam e se dediquem aos estudos.
Assim sendo, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Norte e Nordeste são as regiões com maior índice de crianças e adolescentes com Educação Básica incompleta, haja vista os desprovimentos de incentivo do governo para a educação, o que faz com que muitas famílias incentivem os filhos a dar mais prioridade ao trabalho do que para os estudos, também porque em muitos casos, existe o fato dos mesmos precisarem contribuir com a renda dentro de casa, necessidade, que em tempos de pandemia, se elevou em virtude da desigualde social que cresceu ainda mais após a pandemia.
Ademais, como salienta o professor Christian Sznick, dirigente do Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp): “Não basta apenas, por exemplo, fornecer uma vaga à criança. A Escola também deve ser próxima da residência da família”. Essa tese reforça que os nossos governantes não fazem o suficiente para que o ensino chegue a todos com as mesmas oportuinidades, o que contribui com o aumento dos números de evasão escolar, e que causa interferência no mercado de trabalho, na medida em que os mesmos jovens que não completaram a educação básica forem ingressar em postos que demandam competências mais exigentes em níveis de ensino.
Portanto, é necessário que o governo crie meios de investimento na área da educação, como, por exemplo: a construção de mais escolas em regiões mais afastadas, progamas de apoio e incentivo a educação, aumento da carga horária dos alunos desde o ensino fundamental I, o que de certo incentivará a cultura do estudo, para o entendimento de que o mesmo seja a prioridade e não interfira futuramente no mercado de trabalho, e também, a reavaliação do sistema pedagógico de modo que fique mais atraente para que ocorra menos desistências, pois, como diz Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”