Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 23/11/2021

Em 1934, a educação passou a ser direito de todos os brasileiros. Embora essa máxima tenha sido proposta há algum tempo, essa necessidade ainda se faz primordial nos tempos atuais. Apesar disso, os estudos precisam para alguns ser deixados de lado. Sendo assim, a evasão escolar expõe a fragilidade ao combate da gravidez precoce e, ainda, revela questões econômicas.

Primeiramente, diante das problemáticas relacionadas ao abandono estudantil, é possível destacar a gestação primaveril, que impulsiona essa “fuga’’. Nesse sentido, cabe destacar que conforme o CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), a fetação e paternidade juvenil é a maior responsável pelo rompimento do processo educacional. Logo, jovens são obrigados a cuidar exclusivamente de seus filhos, o que sobrepõe as necessidades dos estudos. Tem-se, assim, um cenário de carências de garantias, fato que deve ser mitigado.

Em segundo plano, a condição de pobreza influência o afastamento da sabedoria. A exemplo disso, a obra cinematográfica ‘‘Escritores da Liberdade’’, que ilustra a vida de adolescentes marginalizados pela fome, crime, raça, drogas e que, em dados momentos, precisam desistir da escola, por motivos como necessidade financeira. A partir disso, tem início um movimento da professora na tentativa de recuperar esse grupo e a solução, nesse caso, passa a ser a escrita. Logo, delineia-se uma realidade carente de medidas efetivas para a camada mais frágil da sociedade.

Portanto, devido à gravidade do revés, a evasão deve ser combatida para que o presente e futuro dos juvenis, não sejam mais prejudicados. Para isso, é necessário que o Poder Público na figura do Ministério da Educação, através de verbas públicas, realize uma intervenção em duas etapas. A primeira, a administração de palestras de educação sexual nas escolas públicas e privadas buscando conscientiza-los sobre métodos contraceptivos diminuindo o índice de gravidez. Além disso, é preciso implementar um projeto de permanência institucional, por meio da organização de feiras de empregos para Jovem Aprendiz, para que os jovens se vinculem a empresas com cargas horárias que possam ser combinadas com os estudos. A partir de ações como essas, a constituição de 1934 será uma realidade na vida dos brasileiros.