Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 18/08/2017

A evasão escolar está, lamentavelmente, presente nas vidas de muitos jovens brasileiros. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), em 2014, 1,3 milhões de adolescentes entre 15 e 17 anos abandonaram a escola, 52% desses não chegaram a concluir o ensino fundamental. O Estatuto da Criança e Adolescente(ECA) prevê que a educação é um dos direito inalienável e é obrigatório que crianças de 6 a 14 anos frequentem escolas. Portanto, medidas a fim de reduzir ou coibir o abandono da escola são cabíveis.

Primeiramente, é preciso citar algumas das principais causas da evasão escolar. Uma delas é a má distribuição e desigualdade de renda no Brasil. O Ministério da Educação mostra que pessoas de rendas altas têm maiores anos de escolaridade do que os mais pobres. Além disso, muitas crianças deixam de ir para a escola ou não dedicam a ela porquê precisam trabalhar para ajudar financeiramente seus pais. Ademais, a cada vez mais cedo, menores entram para o crime e isso os afastam das escolas, perdem o interesse e ,como são poucos os incentivos para continuarem, acabam evadindo. E a gravidez na adolescência, também, tem sido uma das razões para o abandono escolar. Assim, meninas largam as escolas para cuidar de bebês e trabalhar para sustentá-los, e com a falta de instrução e de planejamento familiar têm grandes chances de terem mais filhos quando jovens.

Em segundo lugar, é relevante citar algumas das consequências da evasão escolar no Brasil. Uma delas é o fato de o jovem com baixa escolaridade, provavelmente, encontrar dificuldades para ingressar em um bom emprego. Assim, a desigualdade tenderá a continuar no país, maior será a violência,a segregação de classes sociais e menor a mobilidade social. Ademais, crianças que precisam trabalhar para contribuir com a renda da família correm riscos nas ruas, pois ficam mais expostas à violência urbana e têm maiores chances de se envolverem com drogas e prostituição.Além disso, as crianças que não vão à escola têm mais tempo ocioso e isso pode resultar numa menor desenvolvimento cognitivo.

Em suma, depreende-se que a evasão escolar precisa ser contida. Para isso, é importante que o governo invista, seguindo exemplos de escolas europeias e norte americanas, na educação em tempo integral a fim de ocupar o tempo dos jovens e mantê-los longes das ruas. Cabe aos meios midiáticos junto a Organização Mundial de Saúde a promoção de campanhas incentivando o uso de métodos contraceptivos e do planejamento familiar a jovens para que reduzam os índices de gravidez na adolescência. E as escolas devem ter psicólogos que oriente e observe o comportamento de alunos quando esses tiverem problema e caso necessário solicite o Conselho Tutelar para protegê-los.