Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/08/2017
Educação restrita
A prioridade de crianças e jovens é, supostamente, os estudos. No entanto, a cruel realidade de muitos os obriga abandonarem as escolas. Sendo assim, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais de 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos não concluem os estudos no Brasil, sendo que 52% desses nem finalizam o ensino fundamental. Por isso, é preciso entender os motivos dessa evasão e transformar esse panorama atual.
Em primeiro lugar, é necessário analisar as circunstâncias do abandono escolar. Diante disso, de acordo com o IBGE e o MEC (Ministério da Educação), a maior parte daqueles que param de frequentar as aulas são jovens negros de baixa renda que precisam trabalhar para ajudar no sustento da família, ou foram surpreendidos por uma gravidez precoce. Além desses principais motivos, há também, outros fatores como, escolas muito distantes, falta de transportes escolares, necessidade de ajudar os pais em casa ou no trabalho e a falta de interesse. Portanto, entender o perfil do abandonador é crucial para solucionar o problema.
Por outro lado, diante da análise dos motivos, há muitas escolas que já programam soluções para a situação. Assim, um exemplo muito importante é a iniciativa de algumas instituições públicas da região metropolitana de Belo Horizonte que reduziram a evasão escolar em 92% e aumentaram o desenvolvimento estudantil em 64%. Nessa perspectiva, os colégios possuem programas que estabelecem a intervenção dos professores quando os alunos apresentam alguma dificuldade, ou seja, os estudantes recebem visitas domiciliares dos profissionais, acompanhamento psicológico e auxílio dos familiares.
Fica claro, portanto, que a desistência escolar é grave e merece atenção. Por isso, cabe as escolas ir além das salas de aula e, integrar planos e propostas educativas de acordo com a realidade do aluno, acompanhar psicologicamente e incentivar a mudança de vida por meio dos estudos. Não obstante, cabe ao governo fiscalizar as evasões escolares, investir em estruturas escolares de qualidade e em corpo docente preparado para lidar com as mais diversas situações vividas pelos jovens e crianças. Não basta oferecer educação, é preciso certificar-se de que seja acessível a todos.