Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 21/08/2017
A caverna verde e amarela
“O mundo que vamos deixar para nossos filhos depende muito dos filhos que vamos deixar para o mundo”. A afirmação do professor e filósofo Mário Sério Cortella expressa bem a relação de causa e consequência entre o bem estar da sociedade e as valências dos indivíduos que a compõem. Nesse sentido, considerando-se que o desenvolvimento socioeconômico é fruto fundamentalmente da educação básica, nota-se que, no Brasil, o alto índice de evasão escolar no ensino fundamental e médio, reflete no agravamento de problemas sociais enfrentados pela população.
Nesse contexto, evidenciam-se diversos fatores que contribuem para a evasão escolar no Brasil: dificuldades de locomoção, falta de infraestrutura nas escolas, desvalorização dos professores e a necessidade de trabalhar (muitas vezes imposta pelos próprios pais) são exemplos muito presentes na realidade dos brasileiros. Desse modo, os meios para mudar esse quadro persiste em ser um desafio para a sociedade.
Vale salientar também que, de forma maquiavélica, o Estado utiliza esse sistema como forma de manutenção de poder. Quanto mais alienada for a população, menor será o poder de opinião e de fiscalização dos poderes públicos por parte do povo. Desse modo, os governantes podem cometer atos corruptos com mais facilidade enquanto o povo vive na “caverna de Platão” achando que sua realidade não pode ser mudada.
Após o exposto, urge a necessidade de investimento por parte do Estado em infraestrutura nas escolas e nas condições de acesso para os estudantes. Outra medida interessante é a criação de um programa de educação para adultos, o qual diferente do (Educação de Jovens e Adultos) EJA, não vise a formação dos níveis fundamental e médio, mas sim que, em duração menor, ofereça palestras em centros de convivência que motivem os adultos a prosseguirem seus estudos tendo o próprio EJA como opção seguinte. Desse modo, o Brasil tornará-se-a melhor.