Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 17/08/2017

O mais apto sobrevive

A problemática da evasão escolar sempre esteve presente na realidade brasileira, tendo um alto índice de abandono em 2007. Apesar desse índice ter diminuído nos dias atuais, a evasão escolar persiste e preocupa o Ministério da Educação (MEC).

Uma das principais razões do afastamento dos jovens da escola, principalmente em escolas públicas, é a necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar. Embora existam programas de trabalho e aprendizagem, como o Jovem Aprendiz, os adolescentes se envolvem em atividades insalubres, exploratórias ou ilegais, como o tráfico de drogas, tirando a educação de suas prioridades.

Além disso, a gravidez na adolescência também colabora com a evasão escolar, visto que os adolescentes não recebem instruções suficientes, tanto dos pais quanto da escola, para evitar uma gravidez indesejada e, depois de grávida, a mãe não recebe auxilio ou incentivo para voltar a frequentar a sala de aula

De acordo com Charles Darwin, o mais apto a viver em um determinado ambiente é o que sobrevive, e, tendo a educação como um dos principais pilares da formação do indivíduo, é importante que a escola se envolva na vida dos alunos, investigando o motivo das faltas através de assistentes sociais, afim de ajudar a solucionar problemas familiares que dificultem o aprendizado; o Ministério da Educação deve elaborar palestras sobre gravidez na adolescência e como evita-la, e por fim, é dever do governo criar programas que auxiliem jovens mães a retomarem seus estudos, para que todos possam ter a chance de sobreviver na sociedade.