Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/08/2017
Vida Maria
Nas últimas décadas, o Brasil vem realizando grandes investimentos na área educacional, abrindo universidades, incentivando intercâmbios e investindo em pesquisas e tecnologias. Contudo, apesar dessas conquistas, essa é a realidade de um número ínfimo de nossos estudantes. A maioria dos alunos, de baixa renda, encontra dificuldades no acesso, na qualidade do ensino e acabam deixando a vida escolar, perpetuando um estado de pobreza que se estende por gerações.
Em primeiro lugar, é importante destacar o papel transformador da educação. O educador Paulo Freire destaca que o “conhecimento produz mudança de comportamento”. A educação no Brasil, deve ser construída como um agente transformador da realidade e da perspectiva de mundo. Infelizmente, ela tem sido trabalhada apenas com o objetivo de se alcançar metas para que o país alcance alguns indicadores.
Ademais, para que se possa garantir uma formação integral, deve-se garantir uma estrutura pedagógica e de logística adequadas, para que o aluno tenha motivação a permanecer no curso. A evasão acontece, quando as dificuldades sociais vivenciadas por ele, somam-se as dificuldades estruturais do processo educativo, e ofuscam o desejo e a necessidade de aprender. Desse modo, cria-se um ciclo de perpetuação da pobreza e fortalecimento, muitas vezes, da violência e criminalidade.
Logo, pode-se inferir, que a evasão escolar é um processo multifatorial, com causas e consequências para o ser social, a família e a sociedade. Desse modo, o governo poderia qualificar o ensino básico, assim como é qualificado o ensino superior no país. Ampliar as escolas de ensino integral, onde são fornecidas as 3 refeições, cursos técnicos e preparatórios. A participação da sociedade através das empresas, que poderiam adotar uma escola e participar da construção de uma sociedade com mais acesso e equidade quebrando assim o ciclo da “Vida Maria”.