Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 21/08/2017

Ao analisar o tema evasão escolar e a realidade brasileira, vê-se que no Brasil, as escolas vêm enfrentando um grande problema, o número de evasão escolar. Cerca de 3,7 milhões de meninos e meninas estão fora da escola, segundo a pesquisa nacional por amostra de domicílio (PNAD). Infelizmente, o abandono escolar é comum nas instituições do Brasil,  tornando necessária a tomada de novas medidas que resolvam definitivamente a questão.

São vários os fatores que influenciam os estudantes a deixar a escola. O ingresso no mercado de trabalho e a gravidez precoce são uns dos principais motivos. Nos dias atuais é comum ver jovens entre 12 a 17 anos trabalhando, muitas vezes são jovens de baixa renda e que não veem outra saída a não ser trocar os estudos por um trabalho precário. Além disso, engravidar na adolescência é, na maioria dos casos, uma atitude não planejada, passível de conflitos internos (sociedade, escola, família). Os índices de gravidez na juventude aumentam constantemente, considerando pesquisas em variados países. De acordo com o ministério da educação (MEC) a evasão atinge 6,9% no fundamental e 10% no ensino médio.

Entretanto, muitos problemas dificultam a resolução do impasse. A falta de um transporte escolar acaba sendo um obstáculo para os alunos que moram longe da escola ou aqueles que não tem condições financeiras de pagar condução. A violência constante desmotiva os alunos, aumentando ainda mais o abandono escolar. Ademais, há falta de investimento nas escolas brasileiras, muitas não tem estruturas físicas para receber os adolescentes, falta mesas, falta cadeiras e às vezes até professores.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Para que o objetivo seja alcançado, o governo deverá disponibilizar transportes para os adolescente de baixa renda. Parcerias públicas ou privadas de segurança deverão ser concedidas pelo governo, para maior seguridade dos jovens nas escolas, não apenas isso, como também palestras devem ser feitas pela secretaria das instituições escolares, abordando temas sobre: gravidez precoce, uso de drogas, violência e a importância dos estudos na vida dos estudantes. E por fim, a receita federal deve investir uma maior parcela dos impostos arrecadados nas escolas brasileiras e professores.