Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 18/08/2017
Repensando a educação básica brasileira
A Assembléia Nacional Constituinte ao elaborar a Constituição Federal de 1988 garantiu a educação como um direito social fundamental, fato que demonstra a sua relevância para um Estado Democrático de Direito, como é o Brasil. Como já dizia o filósofo alemão Immanuel Kant: o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Por isso é preocupante o cenário atual no qual, de 2004 à 2014, 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos abandonaram a escola sem concluir os estudos. Uma das principais causas é o desinteresse do aluno pela sala de aula.
Via de regra, o método de ensino utilizado pelos professores nacionais trata o aluno como um recipiente vazio em que se deve depositar informações, isto é, o professor tem postura ativa, enquanto o aluno deve ser passivo. Esse método é desestimulante para o estudante, pois a habilidade que lhe é exigida para lograr exito nas avaliações é de decorar, armazenar informações. Paulo Freire, em suas pesquisas sobre pedagogia, já havia concluído que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.
Entende-se, portanto, que o atual modelo de ensino nas escolas brasileiras contribui para a não efetivação do direito constitucional à educação. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal através do Ministério da Educação deve elaborar um plano de implementação de centros de reeducação pedagógica, onde os professores possam aprender métodos educacionais que tratem os alunos de forma ativa no processo de ensino-aprendizagem, o que lhes despertará maior interesse em permanecer nas escolas.